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As 7 Maravilhas de Angola

Governo 12-02-2026
CONSELHO EXECUTIVO DA UNIÃO AFRICANA

**Angola assinala avanços nas reformas da organização continental
Ao longo do seu exercício na presidência do Conselho Executivo da União Africana (UA), Angola pautou a sua actuação por uma abordagem pragmática, inclusiva e orientada para os resultados, e registou avanços significativos nas reformas estruturais da diplomacia africana.**

A afirmação é do ministro das Relações Exteriores, Téte António, ao intervir na abertura dos trabalhos da 48.ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo da União Africana (UA), esta quarta-feira, 11 de Fevereiro, em Addis-Abeba, Etiópia.

De acordo com Téte António, os objectivos de Angola à frente do Conselho Executivo da União Africana (UA) foram alcançados com sucesso, “graças ao apoio e empenho de todos os Estados-Membros”.

O chefe da diplomacia angolana disse que o país está determinado a concluir, de forma responsável, os dossiês pendentes e lançar bases sólidas para as etapas subsequentes do trabalho colectivo.

No domínio das reformas estruturais da União Africana, Teté António disse que Angola registou concluiu a processo de escolha da liderança da organização, deu início a implementação do processo do SACA, uma iniciativa da organização africana para avaliar competências e auditar habilidades do pessoal da comissão da União Africana.

Dentro desta esfera, Teté António destacou ainda os esforços de revitalização dos métodos de trabalho dos órgãos da União, com vista a torná-los mais eficientes, previsíveis e alinhados com as ambições da Agenda 2063, conhecida por “A África que Queremos”.

No quadro do multilateralismo, Angola promoveu uma diplomacia activa e construtiva, e contribuiu para a realização de encontros ministeriais que criaram condições políticas para a TICAD 9, em Yokohama, no Japão, bem como para a 7.ª Cimeira União Africana–União Europeia, realizada em Luanda.

Estes momentos, disse Teté António, reforçaram a voz de África nos fóruns globais e consolidaram parcerias estratégicas baseadas no respeito mútuo e em interesses comuns.

No domínio da Paz e Segurança, Angola assegurou uma contribuição consistente e contínua, a nível técnico, diplomático e político, durante o seu mandato de dois anos no Conselho de Paz e Segurança da União Africana.

De acordo com o ministro das Relações Exteriores, este empenho traduziu-se, entre outros aspectos, no apoio à designação do Presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, como Facilitador para a Região do Sahel, e do Presidente do Conselho de Ministros da República Togolesa, Faure Gnassingbé, como Mediador da União Africana no conflito entre a República Democrática do Congo e a República do Rwanda.

Durante a sua abordagem, Teté António reiterou que Angola apoia todas as iniciativas destinadas à promoção da paz, da estabilidade e da reconciliação no continente africano, nomeadamente na República Centro-Africana, Somália, Sudão e Sudão do Sul, entre outros focos de conflito.

Os trabalhos foram desenvolvidos em estreita articulação com os Estados-membros, a Comissão da União Africana, as Comunidades Económicas Regionais e os Mecanismos Regionais, bem como com parceiros internacionais e bilaterais, numa lógica de complementaridade, solidariedade e responsabilidade partilhada.

Durante os dois dias de trabalhos da 48.ª Sessão Ordinária, o Conselho Executivo vai debruçar-se sobre matérias centrais, como a análise dos relatórios da 51.ª Sessão Ordinária do Comité dos Representantes Permanentes e a participação da União Africana no G20.

A agenda contempla ainda uma reflexão sobre o posicionamento estratégico do continente nas instâncias de governação global e sobre a realização de eleições e nomeações de novos membros dos órgãos da União, visando assegurar lideranças competentes e representativas.

Fonte: CIPRA
Governo 12-02-2026
Discurso de aceitação de Sua Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República de Angola e Presidente em Exercício da União Africana

Discurso de Sua Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República de Angola e Presidente em Exercício da União Africana por Ocasião da Cerimónia de Abertura da 43.ª Sessão do Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo da AUDA-NEPAD

10 de Fevereiro de 2026

“Sua Excelência Abdel Fattah El-Sisi, Presidente da República Árabe do Egipto e Presidente em Exercício do Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo da AUDA-NEPAD;

- Suas Excelências os Chefes de Estado e de Governo, membros do Comité de Orientação;

- Sua Excelência Mahmoud Ali Youssouf, Presidente da Comissão da União Africana;

- Excelentíssimo Dr. Sidi Ould Tah, Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento;

- Estimado Dr. George Elombi, Presidente do Conselho de Administração do Banco Africano de Exportação e Importação;
- Excelentíssima Diretora Executiva da AUDA-NEPAD, Nardos Bekele Tomas
- Minhas Senhoras, Meus Senhores,

É com bastante satisfação que tomo a palavra nesta 43.ª Sessão do Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo da AUDA-NEPAD, na qualidade de Presidente pro tempore da União Africana.

Quero, antes de mais, saudar e felicitar Sua Excelência Abdel Fattah El-Sisi, Presidente da República Árabe do Egipto e Presidente do Comité de Orientação da AUDA-NEPAD, pela iniciativa de convocar esta sessão, bem como pela sua reconhecida liderança num momento crucial para a aceleração da implementação da Agenda 2063.

A presente sessão oferece-nos uma oportunidade para reflectirmos sobre o caminho percorrido de 2022 a 2026 e, sobretudo, para projectar com clareza e objectivos bem definidos, a próxima fase da nossa acção colectiva no contexto do Segundo Plano Decenal de Implementação da Agenda 2063.
Excelências,

Nos últimos quatro anos, a AUDA-NEPAD consolidou-se como um verdadeiro instrumento continental de execução de projectos estruturantes de desenvolvimento de África, dotado de capacidades técnicas e credibilidade suficiente para transformar decisões políticas em resultados concretos. Trata-se de uma evolução estrutural decisiva para responder aos desafios do nosso continente.

Angola teve a honra de contribuir para esta dinâmica, ao acolher a III Cimeira de Financiamento para o Desenvolvimento das Infra-estruturas em África, realizada de 28 a 31 de Outubro de 2025 em Luanda.

Mais uma vez, África apresentou-se como um mercado integrado de oportunidades, mobilizando 43,9 mil milhões de dólares em projectos regionais nos sectores dos transportes, energia, água e o de infra-estruturas digitais.

A Cimeira de Luanda reafirmou, igualmente, que os projectos preconizados pelo Programa de Desenvolvimento de Infra-estruturas em África (PIDA) são activos continentais, exigindo mecanismos de governação robustos, juridicamente vinculativos e orientados para resultados.

Recebi há dias a senhora Directora Executiva da AUDA-NEPAD, que me fez um relato muito completo das acções que esta nossa instituição tem vindo a realizar, o que me deixou muito bem impressionado com os resultados que partilhou comigo, por serem uma indicação muito clara do papel que vai continuar a desempenhar para mobilizar capacidades e os recursos necessários à implementação da nossa estratégia de desenvolvimento de infra-estruturas em África.

Estes avanços confirmam o papel central da AUDA-NEPAD como integradora da acção continental, alinhando liderança política, preparação técnica e governação, na perspectiva de mobilizar o financiamento africano e dos nossos parceiros internacionais.

É importante que se realce a urgência e a incontornável importância de cumprirmos com regularidade as questões relativas às contribuições financeiras, para que esta nossa instituição cumpra cabalmente com as suas responsabilidades.
Excelências,

Importa salientar que também houve progressos relevantes na industrialização de África, com o reposicionamento do Programa para o Desenvolvimento Industrial Acelerado de África (PAIDA) como principal plataforma de execução industrial, assegurando que o investimento em infra-estruturas se traduz em capacidade produtiva, emprego e soberania económica.

Devo igualmente realçar que o Relatório de Reflexão Quadrienal da Agência de Desenvolvimento da União Africana – NEPAD 2022–2026 -, evidencia que este ciclo esteve centrado na consolidação institucional da Agência.

O próximo período deve privilegiar a celeridade na execução dos programas, com especial enfoque no desenvolvimento do capital humano jovem, no reforço da mobilização do investimento africano e da voz de África nos fóruns globais.

Estes objectivos implicam que se dinamizem algumas iniciativas, de que podem sobressair, nomeadamente, a transição do Programa Abrangente de Desenvolvimento Agrícola de África no período pós-Malabo.

Elas deverão consistir em reforçar o capital humano através de programas como o “Energize Africa” e a “Iniciativa de Competências para África” e continuar a afirmar a voz de África nos principais fóruns globais, incluindo o G20, assim como nos debates sobre a reforma da arquitectura financeira internacional e o financiamento climático.
Excelências,

A AUDA-NEPAD, que é hoje um dos catalisadores das nossas esperanças em termos de desenvolvimento, tem pela frente o desafio de transformar a sua capacidade institucional, de modo a torná-la capaz de obter resultados concretos e transformadores e tornar a África que Queremos numa realidade visível.

Angola está comprometida com esta visão e disponibiliza-se para assumir responsabilidades ao nível do Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo da AUDA-NEPAD.
Muito obrigado pela vossa atenção!”

Fonte: CIPRA

turquia.mirex.gov.ao

João Salvador dos Santos Neto



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